
Difícil pra mim, fã de carteirinha do romance de Emily Bronte, "Wuthering Heights", aqui no Brasil conhecido como "O Morro dos Ventos Uivantes" falar de uma adaptação cinematográfica do livro.
Sabemos que várias adaptações já foram feitas e que a de maior sucesso é de fato a clássica, dirigida por Willian Wiler, no ano de 1939 e, tendo como protagonistas os atores Laurence Oliver (como Heathcliff) e Merle Oberon (como Cathy). O filme de 39 é superior à vários de seus sucessores, nos mais diversos aspectos: A produção é extremamente bem cuidada, o roteiro é muito bom, os atores são ótimos, enfim, trata-se realmente de um clássico do cinema.
O que este pioneiro peca é justamente na elaboração do roteiro (que apesar de bom), não avançar além do capítulo 17 da obra de Bronte.
Com esse buraco enorme na história, perde-se muito da essência dos personagens, do sentido. Acredito que, àqueles que não tiveram a curiosidade de ler o livro, possivelmente não irão gostar do filme de 1939, exatamente por (apesar de ser uma obra-prima, indiscutivelmente) ser incompleto.
Mas podemos dar um desconto à ele levando em condideração o ano de produção, a excelente atuação dos atores. Não seria tão simples adaptar uma obra tão complexa, como "Wuthering Heights" para o cinema. Para manter-se o máximo possível fiel ao livro, seria preciso um filme de no mínimo três horas de duração, e bem sabemos que a indústria cinematográfica não gosta de filmes tão longos assim.
No ano de produção da primeira adaptação de "O Morro dos Ventos Uivantes" não era diferente. O resultado final foi de menos de duas horas de filme, com um roteiro tirando o que julgavam de essencial para o filme e nada mais.
Outras produções foram realizadas (também com tempo de duração inferiores à duas horas), inclusive um com a Julianne Moore no papel de Cathy e de sua filha (o que foi um equívoco). Mas, não nos cabe aqui analisarmos em um post só todas as adaptações do livro para o cinema, pois, nos focaremos nesta obra mais recente.
"Wuthering Heights" em questão foi feito para a TV. Triste, pois não levou a obra a todos os cantos do mundo, não saindo nem em DVD além dos EUA.
Esta mais recente versão é bastante fiel ao livro de Bronte, pelo menos a mais fiel que pude ver até agora (não ví todas elas).
Trata-se de uma produção luxuosa que certamente agradará aos fãs de cinema, mesmo àqueles que porventura não tenham lido o livro, afinal, este é mais esclarecedor e consegue captar bem o romance da escritora inglesa.
Em mais uma adaptação inglesa, esta sob a direção de Coky Giedroyc e como protagonistas os atores Tom Hard (como Heathcliff) e Charlotte Riley (como Cathy), com uma belíssima fotografia, excelentes locações e figurinos muito bons, tenta-se, mais uma vez, aproximar-se do romance de amor e ódio de Emily Bronte.
O roteiro não segue o livro exatamente, coisa que achei bastante interessante. Ao invez de começar com o inquilino do Sr. Heathcliff indo fazer-lhe uma visita (a primeira delas), este aqui, já têm início com alucinações de Heathcliff e, parte para a chegada de seu filho, o choroso e caprichoso Linton.
A propósito, nesta versão não existe o Sr. Lockwood, o inquilino de Heathcliff, interessado em saber da história dele.
Não, nesta versão só contamos com Nelly Dean, a senhora que foi criada com Hindley e que (no livro) é a quem conta toda a história de amor e ódio entre Heathcliff e Cathy.
Certamente a ausência do Sr. Lockwood faz falta para os fãs do romance mas, a produção não foi prejudicada com esta ausência, uma vez que trata-se de um personagem secundário, utilizado pela autora como um ouvinte da história de Nelly Dean.
Reza a lenda que Bronte quis homenagear uma de suas criadas, que tinha o costume de contar histórias, criando a personagem Nelly Dean.
Esta produção ultrapassa um pouco a duração das demais adaptações da obra de Bronte e, consequentemente, consegue pegar uma parcela maior do livro.
Não se trata, no entanto, de uma super produção que podemos dizer ser a definitiva, em absoluto. Apesar de se tratar de um bom filme, dos atores estarem bem, do roteiro ser bem feito, etc, existe a necessidade de um longa para os cinemas.
Há tempos há rumores de que uma nova versão de "Wuthering Heights" estaria em fase de pré-produção. Se o filme sairá logo, não temos como saber mas, é fato que mais versões virão e, nós, fãs dessa obra tão intensa, torcemos para que escolham os atores certos, um diretor à altura e que dêem a produção o que ela merece: Uma adaptação digna. Que seja longa, não há problema, mas que não cometam novamente o "pecado" de cortarem partes imortantes da história.
Podem dizer que "Wuthering Heights" é doentio, que ele choca até os dias de hoje pela sua alta carga emocional, aqui, amor e ódio passeiam lado a lado. De fato, o romance não é para qualquer um, mas, que a história de amor (única) escrita por Emily Bronte (que morreu aos 30 anos, reclusa em sua casa no interior da Inglaterra) é emocionante e que suas páginas serão folheadas por gerações e gerações de jovens e adultos, não podem discutir.
A única coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha nesta produção foi a morte de um dos protagonistas (não vou dar nome, vai que alguém ainda não conhece a história).
Só esta sequência consegue acabar com boa parte da magia, em especial pra quem leu o livro.
Enfim, eu recomendo!
IMAGENS DO FILME





Oi, Renato. Eu também achei esta a versão mais fiel ao romance de Brontë e olha que eu já assisti a muitas delas. Para mim é superior a adaptação feita em 1992, com Juliete Binoche e Raph Fienes como protagonistas. Gostei muito do elenco, principalmente da atuação de Hardy, que conseguiu criar um Heathcliffe cheio de nuances que começa como mocinho e aos poucos se torna um vilão enlouquecido e às vezes, bastante assustador. Charlotte Rilleye compõe uma Catherine mais contida, menos agressiva que no romance, embora ambígua em suas atitudes e também conseguiu exprimir bem os roupantes emocionais da personagem, sem torná-la desagradável. Também aprovei a ambientação gótica representada na propriedade de WH, necessária para se criar o clima sombrio da história. Sobre o destino do protagonista é possível que o roteirista tenha desejado enfatizar o aspecto ultra-romântico da trama,e, apesar de ser discutível, ela me pareceu coerente porque trata-se de uma adaptação que visa o realismo e com leves pinceladas sobrenaturais, somente no desfecho. Enfim, gostei muito do filme que para mim é até agora aquela que melhor conseguiu reproduzir toda a estrutura narrativa da obra-prima de Brontë que é bastante complexa. É isso. Abraço.
ResponderExcluirAchei o final dessa obra sem pé nem cabeça.
ResponderExcluirE não é Julianne Moore e sim Juliette Binoche, na versão de 1992.
Achei o final dessa obra sem pé nem cabeça.
ResponderExcluirE não é Julianne Moore e sim Juliette Binoche, na versão de 1992.
De todas as adaptações que já vi, essa foi a que melhor captou a essência da história, na minha opinião.
ResponderExcluirOnde necontro pra baixar essa versão, ja vasculhei tudo 😢😢😢
ResponderExcluirTem no youtube essa versão, qualidade nao esta muito boa mas é possível assistir.
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