terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sam Raimi de volta ao inferno...

O diretor, roteirista e produtor americano Sam Raimi



Cena de "Evil Dead - A Morte do Demônio"



Ele arrasta multidões para os cinemas com suas versões cinematográfica para "Spider Man", dos quadrinhos da Marvel.

Com produções milionárias, Raimi cativou o público com seus efeitos-especiais, romance e muita ação com o personagem Peter Parker.

O que muita gente não sabe é que ele começou com um estilo completamente diferente de fazer cinema, com a trilogia "Evil Dead".

Fã de filmes de horror, Raimi produziu aquilo que ainda hoje é considerado por muitos o mais assustador filme de horror de todos os tempos. Estamos falando de "Evil Dead", aqui no Brasil lançado como "Evil Dead - A Morte do Demônio".

O filme teve um orçamento muito modesto, Raimi teve que literalmente "suar a camisa" pra conseguir a verba pois não contou com patrocínio e nem aval de nenhuma empresa cinematográfica de grande porte na época. Os atores são todos completos desconhecidos, o único que teve relativo sucesso (depois do lançamento) foi o protagonista Ash (Bruce Campbell) pois continuou a parceria com Raimi nas duas sequências do filme.

"Evil Dead" é de fato um ótimo exemplar de filme de horror, aliás, toda a trilogia é fantástica! Prova da teoria de que dinheiro não tudo, pelo menos se tratando de cinema não é. Sam Raimi conseguiu a proeza de criar um filme que marcou uma época, chegando ao status de cult movie.

"Evil Dead" foi tão impactante ao público que ganhou duas sequências e mantém o status de "cult movie" até os dias de hoje. Foi uma das fitas mais vendidas da sua época e virou febre entre os fãs do cinema de horror.

No entanto, "Evil Dead" é muito peculiar à maneira de filmar de Raimi. Ele mescla horror com uma pitada de humor como ninguém.

Se analisarmos os filmes nos dias atuais, de fato ainda causará medo. A maneira amadora de filmar, disprovida de pudores, "Evil Dead" foi mais ou menos um tiro no escuro que deu certo. Ou melhor, deu mais do que certo! Não fosse por ele, seria bem provável que Raimi não estaria no patamar de diretores que se encontra hoje. O filme firmou definitivamente o nome do diretor, fazendo com que o mesmo passasse a ser aclamado pela crítica e público.

Enfim, penso em criar um post pra falar especificamente da trilogia. Mas de antemão já digo que vale (e muito) a pena conferir.

Esta nota introdutória diz respeito ao filme que pretendo falar a seguir. Depois da trilogia "Evil Dead", Raimi passou por diversos gêneros e obteve grande sucesso com algumas outras produções (caso de "Darkman", por exemplo) mas só passou a voltar mesmo ao grande sucesso com "Spider Man".

Destacam-se em sua obra (além de "Evil Dead" e "Spider"): "Darkman" e "O Dom da Premonição". Este último um excelente exemplar de suspense, totalmente fora dos padrões de horror do qual iniciou sua carreira. Aqui, o verdadeiro "horror" encontra-se no psicológico. Ótimas atuações e uma boa direção, vale a pena ser visto também.

Raimi passou também pela comédia e drama no decorrer de sua carreira, até se encontrar definitivamente com as mega-produções.

Enfim, Raimi volta às origens em 2009 com o lançamento de "Drag Me to Hell" (aqui, "Arraste-me para o Inferno).

Fui conferir o filme assim que pude! Imagina, a volta do mestre criador de um estilo de filmar (que foi muito copiado posteriormente por sinal), de um marco da história do cinema ao seu estilo primeiro? Não poderia perder esta!

Os moldes são praticamente os mesmos. Na produção, Raimi não se preocupou com orçamento e o custo da produção é razoavelmente baixo para os padrões atuais. Os atores são também praticamente desconhecidos, mas foram bem escolhidos (claro!).

O demônio volta à arte de Sam Raimi, aqui, em forma de uma espécie de maldição (ou uma praga rogada a outro).

Uma velha senhora vai a uma seguradora pedir uma verba para reforma de sua casa, já hipotecada. A funcionária que a atende encontra-se numa luta frenética para subir de cargo na empresa, correndo sérios riscos de perder a promoção para um novato.

Quando a senhora vem à ela pedir o auxílio a mesma já lhe diz que não é possível, pois a hipoteca ja encontra-se alta e ainda avisa que a mesma corre o risco de ter sua casa leiloada e vendida, afim de pagar os empréstimos.

Insistindo muito, a moça resolve falar com o seu chefe sobre a situação. De início se compadece da dor daquela senhora que, se despejada, não teria onde morar. Seria jogada na rua.

O chefe então diz a ela que não podem abrir excessões, que a mulher já esta devendo demais. Mas, no entando, colocaria em suas mãos a decisão.

Afirma ainda que tal decisão poderia ser de suma importância a ocupação de um cargo superior, cobiçado pela moça.

Dividiva entre a ganância e a compaixão, ela nega novamente à senhora o empréstimo requisitado.

Aí então é que a senhora humilha, pedindo-lhe de joelhos que a ajude.

Não dando atenção, a moça chama os seguranças e a velha cai no chão. Visivelmente envergonhada, acusa a moça de tê-la envergonhado subjugando-a daquela maneira...

A partir daí, surge uma das cenas mais impactantes do filme: A cena do estacionamento.

Quando a moça termina seu horário habitual, vai até o estacionamento e depara-se com a velha esperando por ela.

A sequência é MUITO típica e peculiar de Sam Raimi, ele brinda aos fãs com seu misto de humor negro com sustos (e que sustos!) e o horror explícito.

A velha lança-lhe uma maldição, maldição esta que o próprio demônio virá buscá-la e levá-la para o inferno em poucos dias, não sem antes perturba-la ao extremo.

A história se desenvolve assim então. A moça encontra um vidente que diz o que acontece com ela e tenta ajudá-la. Os conflitos pessoais aparecem, a moça vai enlouquecendo literalmente no decorrer do filme.

E em todo o filme, em cada parte há sustos e exageiros bem à maneira do diretor.

Quem não conhece a obra original, o princípio da carreira do diretor, pode até não gostar tanto e achar muitas das cenas absurdas. De fato, algumas são mesmo absurdas ao extremo...mas é intencional, foram escritas pra serem assim mesmo, mantendo o diretor no seu "gênese" original, do qual promete (e cumpre) brindar os fãs.

"Drag Me to Hell" é uma "volta" triunfal de Raimi ao cinema de horror. Claro que não se sabe se essa volta é definitiva, creio eu que não. Mas nos resta torcer que ele volte (mesmo que de vez em quando) a nos brindar com filmes desse estilo sempre que possível. Os fãs de terror agradecem!

A propósito, faziam anos que eu não via um filme de terror que me chamasse tanta atenção assim. Subestimado pela crítica (claro!) é modesto, não teve lá tanto sucesso assim nos cinemas mas, cumpre aquilo que promete! "Drag Me to Hell" da medo, muito medo. Ao mesmo tempo que nos faz rir também, prende a atenção do início ao fim.

Apesar de orçamento também modesto, não podemos comparar com o "Evil Dead" em $$ né. Os tempos são outros, os efeitos-especiais estão ligeiramente avançados enquanto na época deste primeiro não se tinham muitos recursos.

Enfim, sangue mesmo no final das contas o diretor pareceu deixar um pouco de lado desta vez. Não se vê aquela enxurrada desmedida de sangue e aberrações como vimos na produção primeira do diretor, mas o talento e o padrão de qualidade permanecem os mesmos.

Vale a pena ver o filme. Mesmo quem não conhece a trilogia citada acima, mas, com a ressalva de que, para gostar do filme em questão é necessário apreciar thriller de horror. Acredito que isso apenas basta...

Não precisa ser aqueeeeeele fã de filmes de terror também não. Um bom fã de suspense deve gostar da produção também.

Sustos, exageros, boas atuações e direção (sempre) impecável fazem de "Arraste-me Para o Inferno" um dos filmes de terror mais interessantes dos ultimos tempos.

Abaixo, o cartaz do filme:










Algumas imagens da produção:





















Ficha Técnica do filme: Arraste-me Para o Inferno


Título Original: Drag Me To Hell (EUA, 2009)

Direção: Sam Raimi

Roteiro: Sam Raimi e Ivan Raimi

Produção: Grant Curtis, Sam Raimi e Robert G. Tapert

Estúdio: Buckaroo Entertainment

Distribuição: United Internacional Pictures

Elenco: Justin Long, Alison Lohman, Fernanda Romero, Bojana Novakovic, David Paymer, Chelcie Ross, Jennifer C. Sparks, Octavia Spencer, Reggie Lee, Adriana Barraza, Lorna Raver, Joanne Baron, Bonnie Aarons, Dileep Rao.





Trailer do Filme




segunda-feira, 1 de junho de 2009

Revolutionary Road



Maníaco por cinema desde criança, já tentei criar forums virtuais para falar do assunto. Assim também como já tentei me ingressar em outros já feitos, mas em nenhuma das duas alternativas me adaptei.
Talvez porque eu tenha uma visão do cinema um tanto quanto diferente da maioria das pessoas. Não vejo o cinema única e exclusivamente como uma forma de entretenimento! Eu vejo o cinema no sentido mais amplo e literal da palavra mesmo, é, nada mais, que amor verdadeiro por essa arte tão encantadora, que só consegue se comparar à música na prioridade de minhas grandes paixões.
Confesso que sou um fã meio chato. Tenho uma série de procedimentos para ver e analisar um filme, formas estas que não são nada tradicionais.
Para que eu possa apreciar um filme de verdade, eu preciso me concentrar unicamente NELE. Nada de comentários ao meu lado, evito até comer ou tomar alguma coisa enquanto o filme é exibido (isso distrai a minha atenção). Deixo as pipoquinhas e os refris para os trailers, que também gosto bastante de ver, afinal, tanta coisa boa aparecendo por aí né?
Se bem que em partes. Confesso que ando meio desapontado com o cinema atual, mais especificamente com o cinema americano, cada vez mais egoísta e egocêntrico, não dando lugar para os outros. E o pior de tudo: o público permite isso!
Mas, tirando algumas excessões atuais, óbvio que o cinema americano ainda é o melhor do mundo. O mais maduro, mais bem estruturado...também pudera né, lá se investe pesado no cinema, não poderia ser diferente.
Penso que o cinema europeu está chegando lá, causando medo por parte da indústria cinematográfica americana. Um dia certamente eles chegarão, com o andar da carruagem a passos largos como agora, é bem previsível que se igualem. Aliás, algumas produções européias dão um banho em muitos dos filmes colossais lançados recentemente pelos EUA.
Enfim, pensei em fazer uma breve introdução no blog antes de começar a falar sobre o primeiro filme que escolhi: Revolutionary Road.
Só gostaria de ressaltar que, os filmes que passarão por aqui não necessariamente mostram que eu os tenha adorado, que os achei perfeitos, etc. Mas, claro, procurarei postar filmes nos quais me identifiquei mais de alguma maneira, àqueles que me chamaram a atenção, independente de serem uma grandiosa obra cinematográfica, ou não.
Pois bem, falemos do filme em questão:
Quando vi o trailer pela primeira vez, já me interessei pelo filme. O trailer é de fato importantíssimo na divulgação da obra, tanto que em alguns casos, conseguem estragar aquilo que é bom, mas que pelo trailer torcemos o nariz.
Acredito que todos nós já nos surpreendemos com um fato desses, não é mesmo? Poderia citar vários, mas um que realmente me impressionou foi o "Mamma Mia!".
Tá legal, não é O FILME, mas é um filme musical atual bastante interessante, bem gostoso de se ver. Este pode até comer uma pipoquinha junto sem problemas. Trata-se de um roteiro bem simples e todo baseado e adaptado em canções do grupo suéco ABBA.
Diferente de Revolutionary Road. Neste dispensei a pipoca e o refrigerante! Simplesmente não conseguiria acompanhar a trama, que é bem mais complexa. Um roteiro forte, que nos faz pensar na vida...
O filme de Sam Mendes (do ótimo Beleza Americana) nos mostra um caso de amor. O interessante é (pelo menos na minha opinião) que o amor é amor em qualquer circunstância, indepente de qualquer outra coisa, de qualquer fato exterior que possa prejudicar a relação...é amor, puro e simplesmente.
E o amor não é algo tão simples como muitos pensam, é isto que o filme nos mostra!
A linha entre o amor e o ódio é muito tênue. Num momento amamos, no outro momento podemos odiar essa mesma pessoa do fundo de nossa alma. O amor e o ódio sempre andarão juntos, e cabe a nós ponderá-los ou extirpar o sentimento ruim. No segundo caso é mais complicado, o ser humano é dotado de razão e esse lado obscuro faz sim parte de sua natureza. O mais sensato seria ponderar, para que não cheguemos a extremos como retratado no filme.
O filme se passa nos anos 50, a fotografia é muito bem feita. A arte feita no sentido de remontar aspectos peculiares da época também está ótima: figurino, maquiagem, locações, cenários...tudo funciona perfeitamente bem nas mãos do diretor Mendes.
Um homem e uma mulher se apaixonam um pelo outro (é sempre assim) e, claro, como a maioria dos casais pensam, a vida é um mar de rosas. São feitas promessas e juras de amor, enfim...
O filme retrata esse relacionamento dos dois, que a princípio realmente parece um mar de rosas realmente. Depois vem o casamento, os filhos, as promessas não cumpridas...
Kate Winslet faz o papel da mulher, inspirante a atriz e totalmente revoltada com a vida que leva em uma cidade pacata, num bairro pacato, com um marido pacato e filhos convencionais.
Com o agravante da frustração pelo fracasso como atriz, começa a descontar no marido todos os seus problemas existenciais. A culpa pelo seu fracasso é do marido, independente do que ele tenha feito ou não.
A princípio o marido parece ser compreensivo, ou melhor dizendo, tenta ser compreensivo. Tenta conversar, tenta acalmá-la de alguma maneira. Mas, a mesma sempre alega que não gostaria de falar sobre o assunto.
Vejo a personagem da Kate como extremamente egoísta no filme, penso que isso é evidente para qualquer um que o assista. Ela pensa unicamente nela boa parte do tempo...
Mas, por outro lado da pra entender as suas crises existenciais. Todos temos as nossas, por isso algumas pessoas certamente logo de cara se identificarão com a personagem de Winslet.
Não chega um momento de nossas vidas que paramos para analisar e pensamos: Mas que droga de vida é essa que eu estou vivendo? Onde estão as flores? Em que lugar do caminho ficaram meus planos, nossos planos em comum?
É típico de quase todos os relacionamentos, principalmente após o matrimônio propriamente dito.
O filme nos mostra que a convivência não é fácil. Não há nada mais difícil do que dormir e acordar todos os dias com a mesma pessoa, partilhar tudo com essa mesma pessoa. Embora sejam marido e mulher, todo ser humano precisa de um pouco de privacidade em algum momento da vida, não é mesmo?
Isso nos leva ao personagem de DiCaprio. Realmente em diversos momentos ele chega a sufocá-la com suas perguntas e maneiras de "tentar resolver as coisas". E isso sempre na base da conversa.
Uma parte que me chamou bastante a atenção foi quando, numa das tentativas dele de remediar a situação, novamente a base da conversa, Kate vira pra ele e diz: "Será que podemos não conversar sobre todas as coisas?".
Isso mostra que ele realmente a sufoca de alguma maneira. Ma, pelo que vi, ela é a grande vilã do filme.
Presa em seu próprio ego, em seu egoísmo desmedido, não vê limites para nada.
Apesar de gostar da Kate Winslet como atriz (desde os tempos de Titanic), confesso que sempre gostei mais do Leonardo.
Kate só tive a oportunidade de acompanhar pós sucesso meteórico de James Cameron, "Titanic", no qual os dois formam um belo casal e se saíram bem de fato.
Mas o Leonardo já conhecia de outras produções. Uma atuação dele que me marcou bastante foi em "Diários de um Adolescente"...realmente ele esteve ótimo no papel, alí mesmo já mostrou que seria um dos mais promissores atores da atualidade. Mostrando que não é só mais um rostinho bonitinho de Hollywood. O rapaz sempre teve talento, o que lhe faltavam eram oportunidades mesmo.
Depois do Titanic, o cara se firmou no cinema e começou a trabalhar bem melhor na sua atuação.
Sua atuação em Revolutionary Road é tão marcante que chega a arrepiar. Como pode um ator ainda tão novo (e, com a aparência de mais novo ainda) chegar a esse patamar?
Eu fico me perguntando isso, e comparando-o com alguns atores do mesmo estilo (agora mais velhos), que eram tidos também como sexy symbol de Hollywood, caso do Tom Cruise por exemplo.
É notável que ele sempre foi um ator fraco, só contava mesmo com a beleza, o que sempre fez levar multidões de adolescentes (e não adolescentes) aos cinemas simplesmente pra ver aquele cara bonito nas telonas, deixando de lado a interpretação. Interpretação que ele, na minha opinião, sempre deixou muito a desejar.
Anos-luz depois dos primeiros sucessos nos cinemas (na minha opinião) foi que o Cruise deu uma considerável avaliada em si próprio e deu uma melhorada muito considerável na atuação. Eu vejo isso de Minority Report pra ca...o problema do Cruise (também) é quanto a escolha de produções!
Ah pelo amor né? É cada uma em que esse cara se mete! Cada furada que já se meteu...só falta isso pra ele, melhores escolhas de produções, não pode continuar na mesmice para o resto de sua vida. É desperdício, afinal de contas, agora o cara tem talento poxa!
Mas, voltando a análise dos atores. Winslet está bem no filme, cumpre o seu papel como sempre.
Mas eu acho que ela ainda tem muito a melhorar, a maneira de atuar dela me parece sempre muito mecânica, metodológica mesmo seria a palavra mais correta para defini-la.
Não que isso seja algo tão ruim assim. É uma boa atriz, tem o preparo para grandes produções, consegue convencer o público sempre...mas a maneira metodológica de atuar dela chega a ser cansativa. É sempre muito igual, não muda muita coisa de um filme para o outro.
Mas reparem bem, estou falando da atriz sob uma crítica construtiva, de que (penso eu) ela deveria melhorar e se adaptar mais às produções. Cada uma exige uma mulher diferente, e ela bem que poderia ser mais é, digamos...versátil?
Não se trata de uma atriz mecânica, caso do Keanu Reeves por exemplo. Esse sim trata-se de um ator extremamente mecânico e igual em toda e qualquer produção. Eu ja nem me surpreendo mais com ele, pra mim ali nunca terá evolução. Ele é assim e ponto final. Sempre dará a impressão de que em todo filme (seja ele terror, drama, ação, comédia) trata-se do mesmo personagem, só com um figurino diferente. O rosto, a maneira de atuar, os gestos, sentimentos (se é que ele consegue passar algum) sempre serão os mesmos!
Não é este o caso da Kate. O caso dela trata-se da maneira de atuar mesmo, precisa ser um pouco mais adaptativa as produções que escolhe. Precisa mudar!
Voltando ao filme, Revolutionary Road é um filme que merece ser visto. Principalmente pela atuação do Dicaprio e pelo roteiro, que é genial.
É impressionante, colocam um cara com problemas psicológicos na trama que consegue ser mais normal do que os personagens de Kate e Leonardo juntos. Ele, inclusive, chega a falar certas verdades ao jovem casal, em cenas impactantes do filme...eletrizantes para ser mais exato. Preciso ler o livro, urgente!!
O título em português é uma palhaçada! Que ódio dessa mania de trazerem para o Brasil os filmes cuja tradução literal do filme não ficaria assim tão boa, e, consequentemente, não tão comercial.
Mas o filme nem comercial é! Não se trata de um filme para todos os gostos! É para àqueles que realmente gostam de cinema mesmo, que estão dispostos a refletir com o filme. Em suma, é para aqueles que veem o cinema como uma arte propriamente dita mesmo, e não como mero entretenimento convencional.
Mas, não custa tentar não é mesmo? Eu gostei do filme, gostei de muitos aspectos nele, gostei dos atores (a maioria dele estão ótimos) e, como disse antes, do Leonardo em especial.
Penso que cada dia ele se torna um ator mais promissor. Provar que é mais que um rostinho bonito, ta mais do que provado...agora, é seguir adiante e continuar escolhendo boas produções pra fazer. E isso ele tem feito bem ultimamente hein!
Bom, falei demais. Acredito que muitos vão se desapontar com o filme, outros vão odiar literalmente...mas o cinema é isso. Revolutionary Road é daquele tipo de filme "ama-me" ou "odeie-me". Eu fico com a primeira opção!
Abaixo algumas fotos da produção e, claro, o trailer do filme.
Quem gostou, não gostou...deixem seus comentários! É muito bom trocar experiências sobre cinema!