quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A Possessão [The Possession]



Confesso que há certo tempo não tenho tido lá muita vontade de ver filmes de terror. Apesar de ser um dos meus gêneros favoritos de sempre, os filmes mais atuais parecem subestimar a inteligência do público, com seus roteiros pra lá de clichês, produção fraca e apostando única e exclusivamente nos sustos.
Mas, vez ou outra aparece (ainda bem) alguma coisa interessante. É o caso deste bom trabalho assinado pelo sempre excelente Sam Raimi.
Tudo bem, Raimi hoje é um grande diretor de super produções, aquelas que gastam muito dinheiro e levam multidões aos cinemas (assim como falamos em post anterior dobre "Drag Me to Hell"). Mas nem sempre foi asim.
Raimi, hoje conhecido por excelentes filmes de grande produção como Spider Man, começou sua carreira com um terror extremo, The Evil Dead, do qual também chegamos a comentar por aqui. O filme não foi nenhuma super produção, trata-se de uma produção barata e experimental do diretor. Na epoca, era recém formado em cinema e apostou todas as suas fichas (e economias, obvio) na produção do terror. Resultado, o filme foi muito bem nos cinemas e grande sucesso em VHS, ficando na lista dos mais vendidos por um longo tempo. Hoje, o filme é idolatrado por uma legião de fãs de cinema de horror, um verdadeiro clássico do horror, obtendo o status de cult movie.
Mas, voltando a falar de possessão, neste aqui não vemos os exageros apresentados em "Drag Me to Hell", as cenas de horror de The Possession são deveras mais sutis na maior parte da produção, mas mesmo assim causam medo.
O filme conta a história (o arqumento faz questão de dizer ser baseado em fatos reais) de uma garotinha adolescente (Natasha Calis), que juntamente com a irmã mais velha, tenta superar o fato de os pais estarem em processo de separação. O motivo da separação seria o de o pai (o excelente e eterno Winchester pai, Jeffrey Dean Morgan) ser muito ocupado no trabalho.
O pai compra uma casa nova (não se enganem com a casa, o problema aqui não está nela) para acomodar melhor as duas meninas, que ficam com ele nos finais de semana. Em um passeio, acabam parando em uma dessas feiras de vizinhos (que os americanos adoram) e a menina se encanta por uma misteriosa caixa, comprando-a.
A partir daí, coisas estranhas começam a acontecer: A menina, antes uma criança meiga e educada, passa a ter comportamentos inaceitáveis, agressividade e coisas do tipo. 
A trama é bem desenvolvida, o roteiro é bem feito. Claro, poderiam ter explorado bem mais a tal caixa misteriosa (coisa que não o fazem aqui), mas o resultado final foi satisfatório. Claro, Sam Raimi não colocaria seu nome em uma obra de má qualidade.
O problema dos filmes de possessão, no meu modo de pensar, é que as pessoas esperam demais. Esperam grandes inovações, criatividade...coisas utópicas para um tema que foi eternizado pelo excelente "The Exorcist". SEMPRE haverá comparações com este que é um verdadeiro clássico intocável. 
O negócio é aproveitar o que o filme traz de bom: Roteiro legal, atuações bem desenvolvidas e a garantia de diversão e até mesmo bons sustos (ainda que não fique só na pregação de sustos, como alguns do gênero).
O clímax está nas cenas finais, na possessão propriamente dita. Traz algumas surpresas interessantes sobre o tal espírito da caixa, só assistindo mesmo pra conferir (pra depois não taxarem o post de poiler).
A direção é assinada pelo dinamarquês Ole Bornedal, que leva o trabalho a sério. Ambos nos brindam com um bom filme, com diversão garantida àqueles que curtem terror.


Imagens do Filme











Trailer do filme