quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A Possessão [The Possession]



Confesso que há certo tempo não tenho tido lá muita vontade de ver filmes de terror. Apesar de ser um dos meus gêneros favoritos de sempre, os filmes mais atuais parecem subestimar a inteligência do público, com seus roteiros pra lá de clichês, produção fraca e apostando única e exclusivamente nos sustos.
Mas, vez ou outra aparece (ainda bem) alguma coisa interessante. É o caso deste bom trabalho assinado pelo sempre excelente Sam Raimi.
Tudo bem, Raimi hoje é um grande diretor de super produções, aquelas que gastam muito dinheiro e levam multidões aos cinemas (assim como falamos em post anterior dobre "Drag Me to Hell"). Mas nem sempre foi asim.
Raimi, hoje conhecido por excelentes filmes de grande produção como Spider Man, começou sua carreira com um terror extremo, The Evil Dead, do qual também chegamos a comentar por aqui. O filme não foi nenhuma super produção, trata-se de uma produção barata e experimental do diretor. Na epoca, era recém formado em cinema e apostou todas as suas fichas (e economias, obvio) na produção do terror. Resultado, o filme foi muito bem nos cinemas e grande sucesso em VHS, ficando na lista dos mais vendidos por um longo tempo. Hoje, o filme é idolatrado por uma legião de fãs de cinema de horror, um verdadeiro clássico do horror, obtendo o status de cult movie.
Mas, voltando a falar de possessão, neste aqui não vemos os exageros apresentados em "Drag Me to Hell", as cenas de horror de The Possession são deveras mais sutis na maior parte da produção, mas mesmo assim causam medo.
O filme conta a história (o arqumento faz questão de dizer ser baseado em fatos reais) de uma garotinha adolescente (Natasha Calis), que juntamente com a irmã mais velha, tenta superar o fato de os pais estarem em processo de separação. O motivo da separação seria o de o pai (o excelente e eterno Winchester pai, Jeffrey Dean Morgan) ser muito ocupado no trabalho.
O pai compra uma casa nova (não se enganem com a casa, o problema aqui não está nela) para acomodar melhor as duas meninas, que ficam com ele nos finais de semana. Em um passeio, acabam parando em uma dessas feiras de vizinhos (que os americanos adoram) e a menina se encanta por uma misteriosa caixa, comprando-a.
A partir daí, coisas estranhas começam a acontecer: A menina, antes uma criança meiga e educada, passa a ter comportamentos inaceitáveis, agressividade e coisas do tipo. 
A trama é bem desenvolvida, o roteiro é bem feito. Claro, poderiam ter explorado bem mais a tal caixa misteriosa (coisa que não o fazem aqui), mas o resultado final foi satisfatório. Claro, Sam Raimi não colocaria seu nome em uma obra de má qualidade.
O problema dos filmes de possessão, no meu modo de pensar, é que as pessoas esperam demais. Esperam grandes inovações, criatividade...coisas utópicas para um tema que foi eternizado pelo excelente "The Exorcist". SEMPRE haverá comparações com este que é um verdadeiro clássico intocável. 
O negócio é aproveitar o que o filme traz de bom: Roteiro legal, atuações bem desenvolvidas e a garantia de diversão e até mesmo bons sustos (ainda que não fique só na pregação de sustos, como alguns do gênero).
O clímax está nas cenas finais, na possessão propriamente dita. Traz algumas surpresas interessantes sobre o tal espírito da caixa, só assistindo mesmo pra conferir (pra depois não taxarem o post de poiler).
A direção é assinada pelo dinamarquês Ole Bornedal, que leva o trabalho a sério. Ambos nos brindam com um bom filme, com diversão garantida àqueles que curtem terror.


Imagens do Filme











Trailer do filme



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Não Tenha Medo do Escuro [2011]



Um dos filmes mais aguardados do ano, remake de um filme americano feito para a TV com o mesmo título, "Don't be afraid of the Dark", trata-se de uma produção do sempre excelente Guilhermo del Toro, que também asssina o roteiro.

Não sei se as minhas expectativas com este filme eram demasiadas, mas, a produção não conseguiu superá-las. É aquela coisa: "Nossa, Del Toro assinando roteiro e produção, deve ser o máximo".

Na verdade o filme não deixa a desejar não. Trata-se de uma produção muito bem cuidada, com um roteiro bem elaborado (embora um pouco lento). Isso sem contar a fotografia do filme que é muito boa também.

O roteiro gira em volta da menina Sally (Bailee Madison), que vai morar com o seu pai em uma casa muito antiga, cujo antigo dono desapareceu em circustãncias misteriosas. Lá, a pequena Sally conhece a nova noiva de seu pai, Kim (Katie Holmes), que a menina já de cara não gosta. A menina vê sua madrasta como alguém que quer tomar o lugar de sua mãe, criando conflitos entre ela e o pai Alex (Guy Pearce).

Em um dos passeios da pequena Sally, ela descobre que na casa existe um porão, cujo pai e madrasta não sabiam que existia até então. E vão todos explorar o local, onde segredos bem obscuros do antigo morador da casa (alguma coisa já é mostrada no prólogo do filme) estão escondidos.

A menina passa a ouvir criaturas misteriosas, que não gostam de luz e que dizem querer amizade. Com o passar do tempo, a pequena Sally percebe que as criaturas não querem a sua amizade, são criaturas do mal, então conta a seu pai, que (obviamente) não acredita nas histórias da menina.

Há quem diga que o filme tem alguma coisa de "O Labirinto do Fauno". Eu, particularmente, não achei nada além de o filme ter criaturas mitológicas. Mas, se formos comparar todo e qualquer filme que tenha criaturas que não existem com o excepcional "Laberinto del Fauno", chegaríamos a uma lista imensa e nenhum deles certamente teria qualquer ligação além das criaturas.

Talvez por Del Toro ter assinado o roteiro e a produção, espera-se do filme um outro Labirinto do Fauno. Não adianta esperar, Labirinto foi único e penso que seu diretor não pretende bater na mesma tecla várias vezes, mesmo porquê estamos falando de um diretor/produtor/roteirista extremamente original, e muito profissional.

Eu classificaria o filme como bom. Os atores estão muito bem no filme, em especial Guy Pearce e Holmes. A fotografia (como já disse) é muito bem cuidada, a direção é eficiente e obviamente, a produção e roteiro de del Toro são excelentes.

Talvez del Toro peque um pouco (mas bem pouco) no roteiro por ter apresentado as criaturas logo, antes mesmo da metade do filme. Mas, é um pequeno deslize que podemos relevar. As criaturas por sinal são ótimas, o que nos mostra efeitos visuais muito bons também.

Não acredito que se as criaturas tivessem sido trocadas por espíritos dariam um up ao filme. Acredito que filmes com assombrações temos aos montes por aí, agora, filmes como este não. ponto para del Toro novamente.

Não escondo de ninguém a minha admiração por Guilhermo del Toro. É um dos meus diretores favoritos certamente. O que preciso aprender é não criar expectativas demasiadas com os filmes cujos meus diretores favoritos estão envolvidos.

No mais, "Don't be Afraid of the Dark" merece ser visto. É o tipo de filme que certamente agradará a todos os públicos, adultos e crianças (lembrando que a classificação é 12 anos). Consegue prender a atenção do início ao fim e não tem um final previsível (como a maioria dos filmes do estilo costumam ter).

Vale ressaltar que não se trata de um filme de terror daqueles apelativos, é bem pelo contrário, às vezes parece até um filme infantil (será mais uma coisa a ser comparada com O Labirinto do Fauno?), mas, também não é. Aqui existe drama e um terror psicológico, onde se explora o real e o fictício.







Imagens do Filme:































Ficha Técnica do filme:



Diretor: Troy Nixey
Elenco: Guy Pearce, Katie Holmes, Bailee Madison, Alan Dale, Edwina Ritchard, Lisa N Edwards, Bruce Gleeson, Garry McDonald, Carolyn Shakespeare-Allen, Jack Thompson
Produção: Mark Johnson, Guillermo del Toro
Roteiro: Matthew Robbins, Guillermo del Toro
Fotografia: Oliver Stapleton
Trilha Sonora: Marco Beltrami
Duração: 101 min.
Ano: 2011
País: EUA/ Austrália
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Vinny Filmes
Estúdio: Miramax Films / Tequila Gang
Classificação: 12 anos









Trailer do filme:

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Morro dos Ventos Uivantes [2009]



Difícil pra mim, fã de carteirinha do romance de Emily Bronte, "Wuthering Heights", aqui no Brasil conhecido como "O Morro dos Ventos Uivantes" falar de uma adaptação cinematográfica do livro.
Sabemos que várias adaptações já foram feitas e que a de maior sucesso é de fato a clássica, dirigida por Willian Wiler, no ano de 1939 e, tendo como protagonistas os atores Laurence Oliver (como Heathcliff) e Merle Oberon (como Cathy). O filme de 39 é superior à vários de seus sucessores, nos mais diversos aspectos: A produção é extremamente bem cuidada, o roteiro é muito bom, os atores são ótimos, enfim, trata-se realmente de um clássico do cinema.
O que este pioneiro peca é justamente na elaboração do roteiro (que apesar de bom), não avançar além do capítulo 17 da obra de Bronte.
Com esse buraco enorme na história, perde-se muito da essência dos personagens, do sentido. Acredito que, àqueles que não tiveram a curiosidade de ler o livro, possivelmente não irão gostar do filme de 1939, exatamente por (apesar de ser uma obra-prima, indiscutivelmente) ser incompleto.
Mas podemos dar um desconto à ele levando em condideração o ano de produção, a excelente atuação dos atores. Não seria tão simples adaptar uma obra tão complexa, como "Wuthering Heights" para o cinema. Para manter-se o máximo possível fiel ao livro, seria preciso um filme de no mínimo três horas de duração, e bem sabemos que a indústria cinematográfica não gosta de filmes tão longos assim.
No ano de produção da primeira adaptação de "O Morro dos Ventos Uivantes" não era diferente. O resultado final foi de menos de duas horas de filme, com um roteiro tirando o que julgavam de essencial para o filme e nada mais.
Outras produções foram realizadas (também com tempo de duração inferiores à duas horas), inclusive um com a Julianne Moore no papel de Cathy e de sua filha (o que foi um equívoco). Mas, não nos cabe aqui analisarmos em um post só todas as adaptações do livro para o cinema, pois, nos focaremos nesta obra mais recente.
"Wuthering Heights" em questão foi feito para a TV. Triste, pois não levou a obra a todos os cantos do mundo, não saindo nem em DVD além dos EUA.
Esta mais recente versão é bastante fiel ao livro de Bronte, pelo menos a mais fiel que pude ver até agora (não ví todas elas).
Trata-se de uma produção luxuosa que certamente agradará aos fãs de cinema, mesmo àqueles que porventura não tenham lido o livro, afinal, este é mais esclarecedor e consegue captar bem o romance da escritora inglesa.
Em mais uma adaptação inglesa, esta sob a direção de Coky Giedroyc e como protagonistas os atores Tom Hard (como Heathcliff) e Charlotte Riley (como Cathy), com uma belíssima fotografia, excelentes locações e figurinos muito bons, tenta-se, mais uma vez, aproximar-se do romance de amor e ódio de Emily Bronte.
O roteiro não segue o livro exatamente, coisa que achei bastante interessante. Ao invez de começar com o inquilino do Sr. Heathcliff indo fazer-lhe uma visita (a primeira delas), este aqui, já têm início com alucinações de Heathcliff e, parte para a chegada de seu filho, o choroso e caprichoso Linton.
A propósito, nesta versão não existe o Sr. Lockwood, o inquilino de Heathcliff, interessado em saber da história dele.
Não, nesta versão só contamos com Nelly Dean, a senhora que foi criada com Hindley e que (no livro) é a quem conta toda a história de amor e ódio entre Heathcliff e Cathy.
Certamente a ausência do Sr. Lockwood faz falta para os fãs do romance mas, a produção não foi prejudicada com esta ausência, uma vez que trata-se de um personagem secundário, utilizado pela autora como um ouvinte da história de Nelly Dean.
Reza a lenda que Bronte quis homenagear uma de suas criadas, que tinha o costume de contar histórias, criando a personagem Nelly Dean.
Esta produção ultrapassa um pouco a duração das demais adaptações da obra de Bronte e, consequentemente, consegue pegar uma parcela maior do livro.
Não se trata, no entanto, de uma super produção que podemos dizer ser a definitiva, em absoluto. Apesar de se tratar de um bom filme, dos atores estarem bem, do roteiro ser bem feito, etc, existe a necessidade de um longa para os cinemas.
Há tempos há rumores de que uma nova versão de "Wuthering Heights" estaria em fase de pré-produção. Se o filme sairá logo, não temos como saber mas, é fato que mais versões virão e, nós, fãs dessa obra tão intensa, torcemos para que escolham os atores certos, um diretor à altura e que dêem a produção o que ela merece: Uma adaptação digna. Que seja longa, não há problema, mas que não cometam novamente o "pecado" de cortarem partes imortantes da história.
Podem dizer que "Wuthering Heights" é doentio, que ele choca até os dias de hoje pela sua alta carga emocional, aqui, amor e ódio passeiam lado a lado. De fato, o romance não é para qualquer um, mas, que a história de amor (única) escrita por Emily Bronte (que morreu aos 30 anos, reclusa em sua casa no interior da Inglaterra) é emocionante e que suas páginas serão folheadas por gerações e gerações de jovens e adultos, não podem discutir.
A única coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha nesta produção foi a morte de um dos protagonistas (não vou dar nome, vai que alguém ainda não conhece a história).
Só esta sequência consegue acabar com boa parte da magia, em especial pra quem leu o livro.
Enfim, eu recomendo!






IMAGENS DO FILME






















domingo, 26 de dezembro de 2010

O Melhor Pai do Mundo [World's Greatest Dad]


Existem alguns filmes que são complicados de classificá-los com um gênero específico. Uns pela complexidade do tema, outros por ser uma mistura (que de fato pode ser boa) de vários deles como: comédia, ação, suspense, enfim.
Este aqui trata-se de um desses filmes. Só não consigo entender os reais motivos pelo qual o filme não pode ser caracterizado com um gênero específico, definitivamente este aqui não.

Robin Williams (longe de estar em algum de seus melhores papéis aqui) vive um escritor, cujos livros são sempre sumatiamente rejeitados pelas editoras mas que, apesar disso, não desiste de uma carreira bem sucedida e de alcançar o sucesso.

Além de escritor, é professor de poesia e tem seu emprego ameaçado devido aos poucos alunos que frequentam as suas aulas.

No meio disso tudo, ele ainda é pai. Seu filho adolescente é um problema, os dois vivem discutindo, o garoto tem um vício fora do comum pela masturbação e por qualquer coisa que pode se ligar a sexo. Um belo dia, o pai chega em casa e vê seu filho morto em um acidente no qual tenta masturbar-se asfixiando-se a sí próprio para obter um prazer maior (?).

O pai, talvez para manter uma imagem do filho, muda a cena do local onde o mesmo se encontra, escreve uma carta de suicídio e faz tudo parecer de fato que o garoto se matou.

Com este ato impensado, coisas estranhas acontecerão na vida dele. Coisas que o farão alcançar muitos de seus sonhos, tudo aquilo pelo qual sempre sonhou passa de sonho para a mais pura realidade, mas a que preço? Uma mentira pode ser escondida assim eternamente? É justo para com seu próprio filho mentir dizendo que o mesmo se matou, quando na verdade sofreu um acidente não planejado?

O filme não é para qualquer um. O fato de não possuir um gênero específico, passeando por diversos deles é o grande agravante por aqui, algo que pode fazer com que pessoas não cheguem sequer nos 30 minutos iniciais da produção.
Trata-se de um filme incomum, o roteiro não traz explicações e nem a que veio a história. Não tenta passar moralidade, não tenta mostrar apenas conflitos entre adolescentes problemáticos e seus pais antiquados. Não.

Em diversas cenas percebe-se claramente que aquilo que foi feito só pode ser para fazer com que as pessoas riam, numa espécie de humor negro não muito visto nos cinemas americanos em anos de produções. Ao mesmo tempo, o filme pretende arrancar lágrimas das pessoas.

A cena em que o garoto morre e o pai chora desesperado ao seu lado seria bem triste e impactante, isto se cortássemos boa parte do restante do filme.

Sinceramente, não sei qual seria a nota que daria a este filme. Não sei dizer se gostei ou não, pra falar a verdade. Só acho que, para àqueles que realmente gostam de cinema, vale a pena ser visto pela peculiaridade do roteiro, a edição (também peculiar), a boa trilha sonora e pelas boas interpretações dos atores. Além do mais, a trama é bem dirigida.

Não sei como foi de bilheteria, mas, não deve ter atingido o que a produtora esperava, afinal, até hoje não chegou ao Brasil nem mesmo em DVD.

É um trabalho interessante. Mas, não se pode esperar muito de um filme desses.

Não se desapontem consigo mesmos se, no mesmo filme (e em cenas não muito longas uma das outras) chorarem e rirem quase que ao mesmo tempo.

O roteiro consegue tocar em assuntos tão complexos com simplicidade, o que não signifique que é um filme "fácil de engolir".
Por não ter sido lançado por aqui, não possui título em português. O título usado trata-se de uma tradução aproximada do original.
Sem previsão de estréia ou lançamento em DVD ou Blu-ray no Brasil.
Imagens do filme:
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A Hora do Pesadelo 2010!



Confesso que julgava que teriam enterrado, numa só tacada os dois personagem clássicos do cinema de horror: Freddy Krueger e Jason Voorhees, com o terrível Freddy vs Jason, produzido pela New Line e dirigido por um estreante qualquer, que não soube sequer conduzir o roteiro (se é que aquela coisa tinha um), enfim.

Tempos depois, é produzida uma versão nova de Sexta-feira 13. Fui ver no cinema este também, não me desapontei com a produção. Cumpriu o que prometeu: Causa sustos, o roteiro é aquela coisa de sempre (que os fãs estão mais que acostumados) e (o que é melhor), não envergonhou aos criadores do personagem como fizeram anteriormente com Freddy vs Jason. O filme é interessante e vale a pena ser visto pelos fãs do assassino mascarado.

Agora, trazer Freddy Krueger "de volta à vida" mais uma vez, com uma espécie de refilmagem do clássico de Wes Craven, foi, certamente, uma sacada genial da New Line. Talvez pegando onda na (também refilmagem) de Sexta-feira 13, resolveram trazer o personagem das navalhas nas mãos mais uma vez às telonas, para a alegria dos fãs.

Totalmente desligado de seu criador, Wes Craven, o novo A Hora do Pesadelo não desaponta. Pode não ser tudo aquilo que os fãs esperariam de uma refilmagem, mas, se considerarmos o anterior (volto a citar o péssimo Freddy vs Jason), evoluíram bastante em todos os aspectos.

O roteiro não se liga tanto ao filme original, logo, penso não se tratar exatamente de uma refilmagem. Algumas cenas coincidem sim com a versão original mas, este se diferencia do primeiro já logo pela casa clássica do original. Neste não existe a casa, que é algo marcante nos filmes da série.

Não contamos mais também com a "Nancy" do original, que acompanhou tantas sequências, seja com o Wes Craves, seja com outro diretor. A Atriz Heather Langherkamp sequer foi convidada a participar da produção. É provável que os produtores e o diretor esperavam de fato fazer, ao mesmo tempo algo que remete ao original, como também algo inovador, atualizado.

É este o motivo pelo qual este novo "A Hora do Pesadelo" pretende trazer à tona coisas que nos perguntávamos sobre a verdadeira identidade de Freddy, tão explorada nos outros filmes de diversas maneiras, que acabou por se perder no trajeto. Aqui, pretender contar os reais motivos pelo qual o malvado Freddy persegue as pessoas em seus pesadelos e abre completamente o discurso sobre a fixação do personagem por crianças.

Os efeitos do filme são realmente muito bons. Os atores não deixam a desejar. O filme conta com novas gerações de talentos de Hollywood, entre eles o ator Kellan Lutz, o Emmet da Saga Twilight. No entanto, nota-se a falta do grande Robert Englund, ator inglês que eternizou e deu vida ao personagem Freddy por anos.

Certamente os fãs do personagem vão gostar. Podem até ficarem um pouco decepcionados devido a alguns furinhos no roteiro, a falta de Englund à produção ou o afastamento do mestre Craven da franquia mas, certamente ficarão contentes (assim como eu, grande fã do original) com o presente que a New Line resolveu nos dar ao "limpar a imagem" de Freddy, diante de filmes tão fracos produzidos anteriormente, ridicularizando uma franquia que rendeu milhões em todo o mundo, cujo personagem principal marcou época, assustou crianças e adultos e, ainda nos dias de hoje, têm seus fãs espalhados por toda a parte.

Com certeza vale a pena ser visto.

Imagens do Filme:


terça-feira, 13 de julho de 2010

Alice no País das Maravilhas!



Finalmente ví a tão esperada adaptação de Alice, de
Lewis Carrol, por um dos maiores cineastas do mundo, nada mais, nada menos que
Tim Burton!


Confesso que demorei pra ver o filme devido a
comentários de outras pessoas sobre a obra, algo tão esperado acaba por gerando
certas expectativas por parte dos fãs do cineasta, do astro principal (o sempre
excelente Johnny Depp) e pela criançada e adultos que curtem filmes ditos como
infantis.

O filme aqui no caso, não vejo como um filme infantil
exatamente. Filme infantil, nos dias atuais, estão mais para cães engraçadinhos
que falam, cruzam fronteiras para encontrar o caminho de casa, desenhos animados
da Pixar. O filme de Burton, justamente pelo estilo único do diretor, pode não
agradar as crianças.

Como trata-se de um filme da Disney, o
marketing feito em cima do mesmo foi pesado e começou bem antes da produção ter
sido finalizada. E, claro, o filme é divulgado como uma obra infantil.
Eu, particularmente, sou contra rótulos nos casos de
certos diretores. Burton é um deles! O cara é simplesmente genial, consegue
fazer de uma história que todo mundo está cansado de saber, algo realmente novo
e surpreendente.

Os efeitos do filme são muito bons! A direção de Burton
é impecável. A fotografia do filme é simplesmente magnífica, sempre com cores
fortes e chamativas.

De cara, meu personagem favorito virou logo o gato,
Cheshire! A personalidade, as manias, o dom de desaparecer. Eu sou suspeito em
falar de gatos mas, este de Alice é especial mesmo. Rouba a cena por diversas
vezes!

Também não é a melhor atuação de de Johnny Depp (nem de
longe) mas o astro não faz feio (como nunca fez), dá conta do recado e encarna o
personagem do chapeleiro maluco com ótima interpretação.

Alice é um filme para se ver e rever várias vezes. A
cada vez que você assiste, encontrará coisas novas que possam terem sido
passadas despercebidas da primeira ou segunda vez, a mensagem principal é linda!
Encontrar-se a sí mesma no País das Maravilhas!

Pensava que a junção Burton & Disney faria com que
o trabalho do cineasta fosse prejudicado, mas, assistindo Alice pude perceber
que Burton conseguiu agradar a Disney e ao mesmo tempo conseguiu fazer aquilo
que gostaria de ser feito, da maneira dele. Respeitando os padrões e as
exigências da Disney, conseguiu se sobresair e fazer de uma história clássica e
popular, algo totalmente novo!

A triha sonora também me surpreendeu, é
ótima! "Alice", interpretada por Avril Lavigne ficou bem legal para o filme.

Não podia dar em outra mesmo, a junção Burton e Depp é sinônimo de
qualidade SEMPRE! Disto, eu não tenho mais dúvidas!


Algumas imagens e posteres do filme:



terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sam Raimi de volta ao inferno...

O diretor, roteirista e produtor americano Sam Raimi



Cena de "Evil Dead - A Morte do Demônio"



Ele arrasta multidões para os cinemas com suas versões cinematográfica para "Spider Man", dos quadrinhos da Marvel.

Com produções milionárias, Raimi cativou o público com seus efeitos-especiais, romance e muita ação com o personagem Peter Parker.

O que muita gente não sabe é que ele começou com um estilo completamente diferente de fazer cinema, com a trilogia "Evil Dead".

Fã de filmes de horror, Raimi produziu aquilo que ainda hoje é considerado por muitos o mais assustador filme de horror de todos os tempos. Estamos falando de "Evil Dead", aqui no Brasil lançado como "Evil Dead - A Morte do Demônio".

O filme teve um orçamento muito modesto, Raimi teve que literalmente "suar a camisa" pra conseguir a verba pois não contou com patrocínio e nem aval de nenhuma empresa cinematográfica de grande porte na época. Os atores são todos completos desconhecidos, o único que teve relativo sucesso (depois do lançamento) foi o protagonista Ash (Bruce Campbell) pois continuou a parceria com Raimi nas duas sequências do filme.

"Evil Dead" é de fato um ótimo exemplar de filme de horror, aliás, toda a trilogia é fantástica! Prova da teoria de que dinheiro não tudo, pelo menos se tratando de cinema não é. Sam Raimi conseguiu a proeza de criar um filme que marcou uma época, chegando ao status de cult movie.

"Evil Dead" foi tão impactante ao público que ganhou duas sequências e mantém o status de "cult movie" até os dias de hoje. Foi uma das fitas mais vendidas da sua época e virou febre entre os fãs do cinema de horror.

No entanto, "Evil Dead" é muito peculiar à maneira de filmar de Raimi. Ele mescla horror com uma pitada de humor como ninguém.

Se analisarmos os filmes nos dias atuais, de fato ainda causará medo. A maneira amadora de filmar, disprovida de pudores, "Evil Dead" foi mais ou menos um tiro no escuro que deu certo. Ou melhor, deu mais do que certo! Não fosse por ele, seria bem provável que Raimi não estaria no patamar de diretores que se encontra hoje. O filme firmou definitivamente o nome do diretor, fazendo com que o mesmo passasse a ser aclamado pela crítica e público.

Enfim, penso em criar um post pra falar especificamente da trilogia. Mas de antemão já digo que vale (e muito) a pena conferir.

Esta nota introdutória diz respeito ao filme que pretendo falar a seguir. Depois da trilogia "Evil Dead", Raimi passou por diversos gêneros e obteve grande sucesso com algumas outras produções (caso de "Darkman", por exemplo) mas só passou a voltar mesmo ao grande sucesso com "Spider Man".

Destacam-se em sua obra (além de "Evil Dead" e "Spider"): "Darkman" e "O Dom da Premonição". Este último um excelente exemplar de suspense, totalmente fora dos padrões de horror do qual iniciou sua carreira. Aqui, o verdadeiro "horror" encontra-se no psicológico. Ótimas atuações e uma boa direção, vale a pena ser visto também.

Raimi passou também pela comédia e drama no decorrer de sua carreira, até se encontrar definitivamente com as mega-produções.

Enfim, Raimi volta às origens em 2009 com o lançamento de "Drag Me to Hell" (aqui, "Arraste-me para o Inferno).

Fui conferir o filme assim que pude! Imagina, a volta do mestre criador de um estilo de filmar (que foi muito copiado posteriormente por sinal), de um marco da história do cinema ao seu estilo primeiro? Não poderia perder esta!

Os moldes são praticamente os mesmos. Na produção, Raimi não se preocupou com orçamento e o custo da produção é razoavelmente baixo para os padrões atuais. Os atores são também praticamente desconhecidos, mas foram bem escolhidos (claro!).

O demônio volta à arte de Sam Raimi, aqui, em forma de uma espécie de maldição (ou uma praga rogada a outro).

Uma velha senhora vai a uma seguradora pedir uma verba para reforma de sua casa, já hipotecada. A funcionária que a atende encontra-se numa luta frenética para subir de cargo na empresa, correndo sérios riscos de perder a promoção para um novato.

Quando a senhora vem à ela pedir o auxílio a mesma já lhe diz que não é possível, pois a hipoteca ja encontra-se alta e ainda avisa que a mesma corre o risco de ter sua casa leiloada e vendida, afim de pagar os empréstimos.

Insistindo muito, a moça resolve falar com o seu chefe sobre a situação. De início se compadece da dor daquela senhora que, se despejada, não teria onde morar. Seria jogada na rua.

O chefe então diz a ela que não podem abrir excessões, que a mulher já esta devendo demais. Mas, no entando, colocaria em suas mãos a decisão.

Afirma ainda que tal decisão poderia ser de suma importância a ocupação de um cargo superior, cobiçado pela moça.

Dividiva entre a ganância e a compaixão, ela nega novamente à senhora o empréstimo requisitado.

Aí então é que a senhora humilha, pedindo-lhe de joelhos que a ajude.

Não dando atenção, a moça chama os seguranças e a velha cai no chão. Visivelmente envergonhada, acusa a moça de tê-la envergonhado subjugando-a daquela maneira...

A partir daí, surge uma das cenas mais impactantes do filme: A cena do estacionamento.

Quando a moça termina seu horário habitual, vai até o estacionamento e depara-se com a velha esperando por ela.

A sequência é MUITO típica e peculiar de Sam Raimi, ele brinda aos fãs com seu misto de humor negro com sustos (e que sustos!) e o horror explícito.

A velha lança-lhe uma maldição, maldição esta que o próprio demônio virá buscá-la e levá-la para o inferno em poucos dias, não sem antes perturba-la ao extremo.

A história se desenvolve assim então. A moça encontra um vidente que diz o que acontece com ela e tenta ajudá-la. Os conflitos pessoais aparecem, a moça vai enlouquecendo literalmente no decorrer do filme.

E em todo o filme, em cada parte há sustos e exageiros bem à maneira do diretor.

Quem não conhece a obra original, o princípio da carreira do diretor, pode até não gostar tanto e achar muitas das cenas absurdas. De fato, algumas são mesmo absurdas ao extremo...mas é intencional, foram escritas pra serem assim mesmo, mantendo o diretor no seu "gênese" original, do qual promete (e cumpre) brindar os fãs.

"Drag Me to Hell" é uma "volta" triunfal de Raimi ao cinema de horror. Claro que não se sabe se essa volta é definitiva, creio eu que não. Mas nos resta torcer que ele volte (mesmo que de vez em quando) a nos brindar com filmes desse estilo sempre que possível. Os fãs de terror agradecem!

A propósito, faziam anos que eu não via um filme de terror que me chamasse tanta atenção assim. Subestimado pela crítica (claro!) é modesto, não teve lá tanto sucesso assim nos cinemas mas, cumpre aquilo que promete! "Drag Me to Hell" da medo, muito medo. Ao mesmo tempo que nos faz rir também, prende a atenção do início ao fim.

Apesar de orçamento também modesto, não podemos comparar com o "Evil Dead" em $$ né. Os tempos são outros, os efeitos-especiais estão ligeiramente avançados enquanto na época deste primeiro não se tinham muitos recursos.

Enfim, sangue mesmo no final das contas o diretor pareceu deixar um pouco de lado desta vez. Não se vê aquela enxurrada desmedida de sangue e aberrações como vimos na produção primeira do diretor, mas o talento e o padrão de qualidade permanecem os mesmos.

Vale a pena ver o filme. Mesmo quem não conhece a trilogia citada acima, mas, com a ressalva de que, para gostar do filme em questão é necessário apreciar thriller de horror. Acredito que isso apenas basta...

Não precisa ser aqueeeeeele fã de filmes de terror também não. Um bom fã de suspense deve gostar da produção também.

Sustos, exageros, boas atuações e direção (sempre) impecável fazem de "Arraste-me Para o Inferno" um dos filmes de terror mais interessantes dos ultimos tempos.

Abaixo, o cartaz do filme:










Algumas imagens da produção:





















Ficha Técnica do filme: Arraste-me Para o Inferno


Título Original: Drag Me To Hell (EUA, 2009)

Direção: Sam Raimi

Roteiro: Sam Raimi e Ivan Raimi

Produção: Grant Curtis, Sam Raimi e Robert G. Tapert

Estúdio: Buckaroo Entertainment

Distribuição: United Internacional Pictures

Elenco: Justin Long, Alison Lohman, Fernanda Romero, Bojana Novakovic, David Paymer, Chelcie Ross, Jennifer C. Sparks, Octavia Spencer, Reggie Lee, Adriana Barraza, Lorna Raver, Joanne Baron, Bonnie Aarons, Dileep Rao.





Trailer do Filme