domingo, 26 de dezembro de 2010

O Melhor Pai do Mundo [World's Greatest Dad]


Existem alguns filmes que são complicados de classificá-los com um gênero específico. Uns pela complexidade do tema, outros por ser uma mistura (que de fato pode ser boa) de vários deles como: comédia, ação, suspense, enfim.
Este aqui trata-se de um desses filmes. Só não consigo entender os reais motivos pelo qual o filme não pode ser caracterizado com um gênero específico, definitivamente este aqui não.

Robin Williams (longe de estar em algum de seus melhores papéis aqui) vive um escritor, cujos livros são sempre sumatiamente rejeitados pelas editoras mas que, apesar disso, não desiste de uma carreira bem sucedida e de alcançar o sucesso.

Além de escritor, é professor de poesia e tem seu emprego ameaçado devido aos poucos alunos que frequentam as suas aulas.

No meio disso tudo, ele ainda é pai. Seu filho adolescente é um problema, os dois vivem discutindo, o garoto tem um vício fora do comum pela masturbação e por qualquer coisa que pode se ligar a sexo. Um belo dia, o pai chega em casa e vê seu filho morto em um acidente no qual tenta masturbar-se asfixiando-se a sí próprio para obter um prazer maior (?).

O pai, talvez para manter uma imagem do filho, muda a cena do local onde o mesmo se encontra, escreve uma carta de suicídio e faz tudo parecer de fato que o garoto se matou.

Com este ato impensado, coisas estranhas acontecerão na vida dele. Coisas que o farão alcançar muitos de seus sonhos, tudo aquilo pelo qual sempre sonhou passa de sonho para a mais pura realidade, mas a que preço? Uma mentira pode ser escondida assim eternamente? É justo para com seu próprio filho mentir dizendo que o mesmo se matou, quando na verdade sofreu um acidente não planejado?

O filme não é para qualquer um. O fato de não possuir um gênero específico, passeando por diversos deles é o grande agravante por aqui, algo que pode fazer com que pessoas não cheguem sequer nos 30 minutos iniciais da produção.
Trata-se de um filme incomum, o roteiro não traz explicações e nem a que veio a história. Não tenta passar moralidade, não tenta mostrar apenas conflitos entre adolescentes problemáticos e seus pais antiquados. Não.

Em diversas cenas percebe-se claramente que aquilo que foi feito só pode ser para fazer com que as pessoas riam, numa espécie de humor negro não muito visto nos cinemas americanos em anos de produções. Ao mesmo tempo, o filme pretende arrancar lágrimas das pessoas.

A cena em que o garoto morre e o pai chora desesperado ao seu lado seria bem triste e impactante, isto se cortássemos boa parte do restante do filme.

Sinceramente, não sei qual seria a nota que daria a este filme. Não sei dizer se gostei ou não, pra falar a verdade. Só acho que, para àqueles que realmente gostam de cinema, vale a pena ser visto pela peculiaridade do roteiro, a edição (também peculiar), a boa trilha sonora e pelas boas interpretações dos atores. Além do mais, a trama é bem dirigida.

Não sei como foi de bilheteria, mas, não deve ter atingido o que a produtora esperava, afinal, até hoje não chegou ao Brasil nem mesmo em DVD.

É um trabalho interessante. Mas, não se pode esperar muito de um filme desses.

Não se desapontem consigo mesmos se, no mesmo filme (e em cenas não muito longas uma das outras) chorarem e rirem quase que ao mesmo tempo.

O roteiro consegue tocar em assuntos tão complexos com simplicidade, o que não signifique que é um filme "fácil de engolir".
Por não ter sido lançado por aqui, não possui título em português. O título usado trata-se de uma tradução aproximada do original.
Sem previsão de estréia ou lançamento em DVD ou Blu-ray no Brasil.
Imagens do filme:
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A Hora do Pesadelo 2010!



Confesso que julgava que teriam enterrado, numa só tacada os dois personagem clássicos do cinema de horror: Freddy Krueger e Jason Voorhees, com o terrível Freddy vs Jason, produzido pela New Line e dirigido por um estreante qualquer, que não soube sequer conduzir o roteiro (se é que aquela coisa tinha um), enfim.

Tempos depois, é produzida uma versão nova de Sexta-feira 13. Fui ver no cinema este também, não me desapontei com a produção. Cumpriu o que prometeu: Causa sustos, o roteiro é aquela coisa de sempre (que os fãs estão mais que acostumados) e (o que é melhor), não envergonhou aos criadores do personagem como fizeram anteriormente com Freddy vs Jason. O filme é interessante e vale a pena ser visto pelos fãs do assassino mascarado.

Agora, trazer Freddy Krueger "de volta à vida" mais uma vez, com uma espécie de refilmagem do clássico de Wes Craven, foi, certamente, uma sacada genial da New Line. Talvez pegando onda na (também refilmagem) de Sexta-feira 13, resolveram trazer o personagem das navalhas nas mãos mais uma vez às telonas, para a alegria dos fãs.

Totalmente desligado de seu criador, Wes Craven, o novo A Hora do Pesadelo não desaponta. Pode não ser tudo aquilo que os fãs esperariam de uma refilmagem, mas, se considerarmos o anterior (volto a citar o péssimo Freddy vs Jason), evoluíram bastante em todos os aspectos.

O roteiro não se liga tanto ao filme original, logo, penso não se tratar exatamente de uma refilmagem. Algumas cenas coincidem sim com a versão original mas, este se diferencia do primeiro já logo pela casa clássica do original. Neste não existe a casa, que é algo marcante nos filmes da série.

Não contamos mais também com a "Nancy" do original, que acompanhou tantas sequências, seja com o Wes Craves, seja com outro diretor. A Atriz Heather Langherkamp sequer foi convidada a participar da produção. É provável que os produtores e o diretor esperavam de fato fazer, ao mesmo tempo algo que remete ao original, como também algo inovador, atualizado.

É este o motivo pelo qual este novo "A Hora do Pesadelo" pretende trazer à tona coisas que nos perguntávamos sobre a verdadeira identidade de Freddy, tão explorada nos outros filmes de diversas maneiras, que acabou por se perder no trajeto. Aqui, pretender contar os reais motivos pelo qual o malvado Freddy persegue as pessoas em seus pesadelos e abre completamente o discurso sobre a fixação do personagem por crianças.

Os efeitos do filme são realmente muito bons. Os atores não deixam a desejar. O filme conta com novas gerações de talentos de Hollywood, entre eles o ator Kellan Lutz, o Emmet da Saga Twilight. No entanto, nota-se a falta do grande Robert Englund, ator inglês que eternizou e deu vida ao personagem Freddy por anos.

Certamente os fãs do personagem vão gostar. Podem até ficarem um pouco decepcionados devido a alguns furinhos no roteiro, a falta de Englund à produção ou o afastamento do mestre Craven da franquia mas, certamente ficarão contentes (assim como eu, grande fã do original) com o presente que a New Line resolveu nos dar ao "limpar a imagem" de Freddy, diante de filmes tão fracos produzidos anteriormente, ridicularizando uma franquia que rendeu milhões em todo o mundo, cujo personagem principal marcou época, assustou crianças e adultos e, ainda nos dias de hoje, têm seus fãs espalhados por toda a parte.

Com certeza vale a pena ser visto.

Imagens do Filme: