
Existem alguns filmes que são complicados de classificá-los com um gênero específico. Uns pela complexidade do tema, outros por ser uma mistura (que de fato pode ser boa) de vários deles como: comédia, ação, suspense, enfim.



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Este aqui trata-se de um desses filmes. Só não consigo entender os reais motivos pelo qual o filme não pode ser caracterizado com um gênero específico, definitivamente este aqui não.
Robin Williams (longe de estar em algum de seus melhores papéis aqui) vive um escritor, cujos livros são sempre sumatiamente rejeitados pelas editoras mas que, apesar disso, não desiste de uma carreira bem sucedida e de alcançar o sucesso.
Além de escritor, é professor de poesia e tem seu emprego ameaçado devido aos poucos alunos que frequentam as suas aulas.
No meio disso tudo, ele ainda é pai. Seu filho adolescente é um problema, os dois vivem discutindo, o garoto tem um vício fora do comum pela masturbação e por qualquer coisa que pode se ligar a sexo. Um belo dia, o pai chega em casa e vê seu filho morto em um acidente no qual tenta masturbar-se asfixiando-se a sí próprio para obter um prazer maior (?).
O pai, talvez para manter uma imagem do filho, muda a cena do local onde o mesmo se encontra, escreve uma carta de suicídio e faz tudo parecer de fato que o garoto se matou.
Com este ato impensado, coisas estranhas acontecerão na vida dele. Coisas que o farão alcançar muitos de seus sonhos, tudo aquilo pelo qual sempre sonhou passa de sonho para a mais pura realidade, mas a que preço? Uma mentira pode ser escondida assim eternamente? É justo para com seu próprio filho mentir dizendo que o mesmo se matou, quando na verdade sofreu um acidente não planejado?
O filme não é para qualquer um. O fato de não possuir um gênero específico, passeando por diversos deles é o grande agravante por aqui, algo que pode fazer com que pessoas não cheguem sequer nos 30 minutos iniciais da produção.
Trata-se de um filme incomum, o roteiro não traz explicações e nem a que veio a história. Não tenta passar moralidade, não tenta mostrar apenas conflitos entre adolescentes problemáticos e seus pais antiquados. Não.
Em diversas cenas percebe-se claramente que aquilo que foi feito só pode ser para fazer com que as pessoas riam, numa espécie de humor negro não muito visto nos cinemas americanos em anos de produções. Ao mesmo tempo, o filme pretende arrancar lágrimas das pessoas.
A cena em que o garoto morre e o pai chora desesperado ao seu lado seria bem triste e impactante, isto se cortássemos boa parte do restante do filme.
Sinceramente, não sei qual seria a nota que daria a este filme. Não sei dizer se gostei ou não, pra falar a verdade. Só acho que, para àqueles que realmente gostam de cinema, vale a pena ser visto pela peculiaridade do roteiro, a edição (também peculiar), a boa trilha sonora e pelas boas interpretações dos atores. Além do mais, a trama é bem dirigida.
Não sei como foi de bilheteria, mas, não deve ter atingido o que a produtora esperava, afinal, até hoje não chegou ao Brasil nem mesmo em DVD.
É um trabalho interessante. Mas, não se pode esperar muito de um filme desses.
Não se desapontem consigo mesmos se, no mesmo filme (e em cenas não muito longas uma das outras) chorarem e rirem quase que ao mesmo tempo.
O roteiro consegue tocar em assuntos tão complexos com simplicidade, o que não signifique que é um filme "fácil de engolir".
Por não ter sido lançado por aqui, não possui título em português. O título usado trata-se de uma tradução aproximada do original.
Sem previsão de estréia ou lançamento em DVD ou Blu-ray no Brasil.
Imagens do filme:



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