
Confesso que julgava que teriam enterrado, numa só tacada os dois personagem clássicos do cinema de horror: Freddy Krueger e Jason Voorhees, com o terrível Freddy vs Jason, produzido pela New Line e dirigido por um estreante qualquer, que não soube sequer conduzir o roteiro (se é que aquela coisa tinha um), enfim.
Tempos depois, é produzida uma versão nova de Sexta-feira 13. Fui ver no cinema este também, não me desapontei com a produção. Cumpriu o que prometeu: Causa sustos, o roteiro é aquela coisa de sempre (que os fãs estão mais que acostumados) e (o que é melhor), não envergonhou aos criadores do personagem como fizeram anteriormente com Freddy vs Jason. O filme é interessante e vale a pena ser visto pelos fãs do assassino mascarado.
Agora, trazer Freddy Krueger "de volta à vida" mais uma vez, com uma espécie de refilmagem do clássico de Wes Craven, foi, certamente, uma sacada genial da New Line. Talvez pegando onda na (também refilmagem) de Sexta-feira 13, resolveram trazer o personagem das navalhas nas mãos mais uma vez às telonas, para a alegria dos fãs.
Totalmente desligado de seu criador, Wes Craven, o novo A Hora do Pesadelo não desaponta. Pode não ser tudo aquilo que os fãs esperariam de uma refilmagem, mas, se considerarmos o anterior (volto a citar o péssimo Freddy vs Jason), evoluíram bastante em todos os aspectos.
O roteiro não se liga tanto ao filme original, logo, penso não se tratar exatamente de uma refilmagem. Algumas cenas coincidem sim com a versão original mas, este se diferencia do primeiro já logo pela casa clássica do original. Neste não existe a casa, que é algo marcante nos filmes da série.
Não contamos mais também com a "Nancy" do original, que acompanhou tantas sequências, seja com o Wes Craves, seja com outro diretor. A Atriz Heather Langherkamp sequer foi convidada a participar da produção. É provável que os produtores e o diretor esperavam de fato fazer, ao mesmo tempo algo que remete ao original, como também algo inovador, atualizado.
É este o motivo pelo qual este novo "A Hora do Pesadelo" pretende trazer à tona coisas que nos perguntávamos sobre a verdadeira identidade de Freddy, tão explorada nos outros filmes de diversas maneiras, que acabou por se perder no trajeto. Aqui, pretender contar os reais motivos pelo qual o malvado Freddy persegue as pessoas em seus pesadelos e abre completamente o discurso sobre a fixação do personagem por crianças.
Os efeitos do filme são realmente muito bons. Os atores não deixam a desejar. O filme conta com novas gerações de talentos de Hollywood, entre eles o ator Kellan Lutz, o Emmet da Saga Twilight. No entanto, nota-se a falta do grande Robert Englund, ator inglês que eternizou e deu vida ao personagem Freddy por anos.
Certamente os fãs do personagem vão gostar. Podem até ficarem um pouco decepcionados devido a alguns furinhos no roteiro, a falta de Englund à produção ou o afastamento do mestre Craven da franquia mas, certamente ficarão contentes (assim como eu, grande fã do original) com o presente que a New Line resolveu nos dar ao "limpar a imagem" de Freddy, diante de filmes tão fracos produzidos anteriormente, ridicularizando uma franquia que rendeu milhões em todo o mundo, cujo personagem principal marcou época, assustou crianças e adultos e, ainda nos dias de hoje, têm seus fãs espalhados por toda a parte.
Com certeza vale a pena ser visto.
Imagens do Filme:

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